Segunda-feira, Julho 14, 2008


Dentro em mim
há uma tempestade
Meu corpo cansado anseia pelo sono do esquecimento
Meus olhos me traem.
Meu espírito se revira
tem sede de sobrevivência
Mas a sobrevida que tenho proporcionado
implora por um pouco de água, pão e carinho.
Meu barco caminha para um abismo
onde pedras batem em minha cabeça
e machucam meus pés
Por isso não calo mais.
Joguei todas as minhas cartas virtuais
perdendo a paciência
Mas finalmente chove em mim
Meus planos ainda estão embrulhados
Sou uma nau de mágoas e insônia
Que tenta um equilíbrio em meio às vagas.



Fabiola Barreto
- 1:20 AM Comente aqui:

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